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Projetos educacionais no aprendizado infantil

Os projetos educacionais são tendência no currículo das escolas. Veja como isto acontece.

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Diversos teóricos e especialistas, ao longo dos anos, vem demonstrando em seus trabalhos que criar projetos educacionais com os alunos é uma forma efetiva de elevar o aprendizado das crianças e estimular seu pensamento crítico. Tem sido uma tendência nas escolas utilizar legos, robôs, bits e materiais maker para o ensino dos conteúdos. Mas de onde surgiu essa ideia?

Trouxemos algumas teorias psicológicas educacionais relacionadas a construção desse cenário.

Interacionismo

Lev Semenovich Vigotski, autor soviético e especialista em desenvolvimento humano, enfatiza que o desenvolvimento infantil nos aspectos instrumental, cultural e histórico está alicerçado sobre o plano das interações. No contexto educacional, os educadores instruem os alunos com interações que geram estímulos para impulsionar o processo de aprendizagem.

Vigotski diz em suas teorias que a instrução precisa anteceder o desenvolvimento, ou seja, o educador deve possibilitar as condições favoráveis para o desenvolvimento da criança na construção de suas habilidades.

Construtivismo

Jean Piaget, pioneiro e referência no campo do desenvolvimento da aprendizagem infantil, foi o criador da teoria construtivista que aborda a construção do aprendizado através de estímulos que a criança recebe no meio que está inserida. Ele enfatiza o processo de crescimento, as experiências físicas, transmissões sociais e culturais e a equilibração desenvolvidas a partir da interação da criança com o mundo à sua volta, principalmente com objetos físicos.

As atividades ministradas pelos educadores precisam ser enriquecidas de discussões, reflexões e tomadas de decisão do aluno em relação aos problemas apresentados. O educador faz a mediação do progresso da criança respeitando seus “erros”, para que ela construa de forma autônoma o conhecimento.

Construcionismo

Seymour Papert, especialista pioneiro no uso de computadores para aprendizado, baseou suas teorias no construtivismo estendendo-o às ferramentas utilizadas no intuito de desenvolver o aprendizado do aluno. Para ele, o processo acontece especialmente quando a criança constrói um produto, algo externo a ela, tornando-a um indivíduo ativo, colaborativo e engajado.

Em seus diversos trabalhos, Papert mostra que com esta abordagem os alunos são incentivados a desenvolver seus próprios projetos relacionados aos seus interesses individuais. Ele acreditava que com esta ação de centralizar o aluno envolve mais do trabalhar um conjunto de habilidades técnicas, ele dizia: “Queremos que os alunos saiam da experiência com uma visão positiva de si mesmos e do mundo em que desejam viver. Eles devem se ver como colaboradores da criação desse mundo”

Bônus: Hard Fun

Nicole Lazzaro, CEO da XEODesign, Inc. fala um pouco sobre os porquês de gostarmos de jogos em seu artigo Why We Play Games: Four Keys to More Emotion in Player Experiences. Dentre as 4 chaves de estímulo da emoção que ela cita, o Hard Fun se destaca.

Este conceito envolve o estímulo de emoções por estruturação da experiência do jogador para a busca de um objetivo, ele sente motivação para prosseguir ao superar desafios e ganhar recompensas. Atividades desse tipo inspiram a criatividade do aluno no desenvolvimento e aplicação de estratégias. Elas envolvem interação e pensamento, o que potencializa o aprendizado dos alunos enquanto brincam, em vez de serem consumidores passivos de entretenimento.

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Para aplicar esse conceito o educador pode trazer atividades interativas para as aulas e propor aos alunos que resolvam os desafios em forma de exercícios ou estipulem metas e finalizar os tópicos, por exemplo. Em projetos a distância o educador pode utilizar técnicas de gamificação para estimular o aluno. Já em projetos presenciais a interação dos estudantes para compartilhar conhecimento de forma autônoma é fundamental, sem a dependência exclusiva do educador.

Por fim..

Diante destas teorias, podemos perceber como as elas se integram e complementam à medida que os especialistas se aprofundam sobre as temáticas. Na abordagem dos projetos educacionais fica clara sua importância no âmbito escolar e justificada sua inclusão nos currículos das escolas e redes de ensino.

Mas não basta colocar brinquedos nas mãos das crianças e imaginar que o conhecimento será absorvido de forma instantânea quando brincarem. Este processo precisa ser estruturado com muita cautela e profundidade. As atividades e ferramentas precisam promover conexões claras entre as áreas de conhecimento, habilidades, educadores e alunos.

Neste contexto, cabe aos profissionais da educação se manterem atualizados sobre as tendências pedagógicas que auxiliam na construção dos projetos  com os alunos. Em nosso blog disponibilizamos conteúdos que podem te ajudar, fique de olho para acompanhar as novas postagens ou assine nossa newsletter para recebê-las em seu email.