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Profissões do futuro: veja como preparar seus alunos

Qual a relação da educação STEAM e a cultura maker com as profissões do futuro? Entenda com o nosso post!

profissões do futuro

Quando se ouve a expressão profissões do futuro, é comum associar a imagem de pessoas trabalhando com robôs, realidade virtual, computadores poderosos e tudo mais que envolva super tecnologias. Afinal de contas, já sabemos que mais de 85% das profissões do futuro não foram sequer criadas.

Além deste dado, pesquisas realizadas pela Dell Technologies mostram que 70% dos líderes aprovam as interações entre pessoas e robôs ou máquinas para superar as limitações humanas nos processos produtivos. E mais, 86% dos gestores planejam usar as tecnologias emergentes para elevar a produtividade nas empresas.

Não é possível correr das tecnologias! Esse fato nos faz despertar para a seguinte reflexão: Como preparar os alunos de hoje para as profissões do amanhã?

Neste artigo vamos entender como esse movimento se iniciou, conhecer algumas profissões e compreender qual o papel da educação nesse processo. Boa leitura!

O início

O conceito de profissões do futuro vai muito além da “moda”. Na verdade, o termo está ligado à Indústria 4.0, ou Quarta Revolução Industrial, uma definição discutida por entusiastas em inovação. Portanto, para entender um, temos que analisar o outro. A indústria 4.0 compreende as principais inovações tecnológicas das áreas de controle, automação e tecnologia da informação, aplicadas aos processos industriais.

A partir da Internet das Coisas (IoT), internet dos serviços e sistemas cyber-físicos, as produções e manufaturas devem se tornar cada vez mais autônomas, eficientes e customizáveis. Isso significa o início de um novo período dentro das grandes revoluções industriais. Com fábricas inteligentes, inúmeras mudanças acontecerão no modo através do qual os produtos serão feitos, impactando vários setores.

Esse contexto estimula a demanda e a valorização de determinadas profissões, assim como o surgimento de novos trabalhos alinhados às necessidades da indústria 4.0.

Quais são elas e suas características

Conheça agora algumas das carreiras que podem ser consideradas profissões do futuro.

Designer de inovação

Ligada às artes e tecnologia, a profissão de designer de inovação vai além do desenvolvimento e criação de novos produtos. Esse profissional também exerce um papel fundamental na redução de custos e otimização de processos das empresas.

Formação recomendada: Marketing e especialização em Pesquisa de Mercado são as principais indicações dos especialistas.

Gestor de resíduos

Com atuação nas áreas de ciência, engenharia e tecnologia, as principais funções da profissão de gestor de resíduos envolvem o direcionamento correto de todos os tipos de resíduos e a transformação do lixo em energia e em fonte de renda.

Formação recomendada: Graduação em Biologia, Engenharia Ambiental ou Engenharia Química.

Engenheiro hospitalar

Com ênfase em engenharia, tecnologia e ciência, um engenheiro hospitalar é responsável por reunir e aplicar tecnologias em setores com equipamentos de alta precisão, resolução de problemas hospitalares, treinamentos e relacionamento com fornecedores.

Formação recomendada: a Engenharia Hospitalar é um ramo que deriva da Engenharia Biomédica, um curso relativamente recente, mas que já possui um lugar de relevância no mercado.

Influencer

A profissão de influencer já está em voga atualmente e deve crescer ainda mais com o passar dos anos. Sua ligação com áreas como artes e tecnologia ficará cada vez mais evidente, já que o influenciador faz a ponte entre as inovações e o entretenimento.

Formação recomendada: são muitas as áreas em que um influencer pode se especializar. Em geral, ganham destaque os que de alguma forma têm intimidade com a tecnologia.

Analista de dados

O analista de dados do futuro é alguém com habilidade para programar sistemas de inteligência artificial que rastreiam, interpretam e analisam dados, seja para gerar ações automatizadas ou até mesmo para embasar tomadas de decisões empresariais. Com o crescimento de Big Data, os profissionais que conseguirem criar soluções para utilizar dados com inteligência serão cada vez mais valorizados.

Formação recomendada: tecnologia da informação, matemática ou estatística são algumas das áreas possíveis.

Coach

Com as constantes mudanças no mundo e com o mercado de trabalho cada vez mais competitivo, mais do que nunca se faz necessário trabalhar na busca de um maior autoconhecimento. Essa ferramenta de investigação permite potencializar as competências e habilidades pessoais e profissionais de maneira efetiva.

Nesse sentido, a profissão de Coach ganha ênfase justamente por auxiliar profissionais, líderes e empresas a obter o suporte que precisam para evoluir e otimizar os seus resultados em áreas altamente valorizadas pela indústria 4.0, como ciências, tecnologia, engenharia, artes e matemática.

Formação recomendada: o background de um Coach pode ser bastante extenso. Para se especializar na área, vale buscar formações em instituições líderes sobre o assunto no mercado.

Como investir em profissões do futuro

Para que os estudantes de hoje estejam preparados para as profissões do futuro, é preciso investir em uma educação inovadora desde a infância. Isso pode ser feito por meio de ferramentas como a educação STEAM e cultura maker. Saiba mais sobre elas a seguir.

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Educação STEAM

STEAM é a sigla que une as iniciais das disciplinas Science, Technology, Engineering, Arts and Mathematics, em inglês. Em português, elas se traduzem nas áreas da Ciência, Tecnologia, Engenharia, Arte e Matemática.

A educação STEAM é considerada uma metodologia integrada, que se baseia em projetos e tem como objetivos a formação de indivíduos com diversos conhecimentos, o desenvolvimento de valores pessoais juntamente aos conteúdos abordados e à preparação dos alunos e cidadãos como um todo para os desafios do futuro.

O ensino STEAM é bastante focado na resolução de problemas, em que os erros e a prototipagem fazem parte do processo de aprendizagem. A proposta da metodologia é preparar as crianças e adolescentes não somente para o vestibular, mas também transformá-los em profissionais conscientes sobre o que espera o mercado de trabalho e com domínios e habilidades importantes para a fase adulta.

Para isso, os pequenos são apresentados desde cedo a projetos que envolvem pontos como a construção de protótipos, solução de problemas e interpretação de criações, fazendo com que ocupem uma posição de protagonista.

Assim, é possível que os alunos aprendam sobre a importância de concluir as tarefas e de não desistir das suas ideias, por exemplo. De um modo mais prático, o STEAM incentiva a formação da criança por meio da descoberta, investigação, criação, conexão e reflexão.

Cultura maker

Também conhecida como movimento maker, a Cultura Maker é uma extensão do “Do It Yourself” (ou Faça Você Mesmo, em português), que utiliza ferramentas tecnológicas como cortadoras a laser, impressoras 3D, kits de robótica e prototipagem e fabricação de soluções, produtos e projetos. Essa é a síntese da cultura maker, que tem como essência a filosofia que qualquer pessoa pode consertar, criar, modificar e produzir objetos com as próprias mãos.

Por conectar “fazedores” e simplificar a divulgação de manuais e vídeos de experiências, a internet é uma das responsáveis pela popularização dessa cultura. As trocas de conhecimento e práticas entre os adeptos do movimento vão muito além do mundo virtual, chegando também a laboratórios que reúnem pesquisadores, empreendedores e entusiastas da cultura maker.

Esses ambientes são equipados com equipamentos eletrônicos e máquinas de fabricação digital que permitem que os usuários criem seus protótipos de forma rápida e barata. Além disso, os laboratórios associam conhecimento com atividades “mão na massa” e, por isso, estão sendo instalados também em escolas, contribuindo com a formação dos estudantes e preparando-os verdadeiramente para o mercado. A Educação Maker ainda vai além desses pontos, incluindo processos pedagógicos importantes, mantendo o aluno como protagonista e estimulando a investigação e exploração na formação do aprendizado.

No mercado de trabalho

Quando os gestores de empresas realizam um processo de seleção, já é comum que os candidatos sejam avaliados não apenas em suas capacidades técnicas, mas também por suas habilidades sociais. As empresas buscam por profissionais engajados, curiosos e que demonstram iniciativa em compreender como podem ser úteis e produtivos. Nas entrevistas já se espera que o candidato tenha, pelo menos, pesquisado sobre a história da empresa e sua atuação no mercado.

As perspectivas envolvidas no STEAM e na Cultura Maker já preparam, de certo modo, os alunos para esses desafios. Esses métodos são exploratórios, ou seja, estimulam o aluno para que ele seja curioso e desvende as informações em níveis mais profundos. Por exemplo: Uma pessoa que, durante seu desenvolvimento escolar, adquiriu o hábito de questionar os por quês para resolver problemas complexos, tem maior probabilidade de manter esse hábito na vida adulta do que um indivíduo que está iniciando esse processo já atuando em sua profissão.

Para as empresas, ter funcionários com esse tipo de competência é extremamente vantajoso. Imagine a situação: No setor de mecânica de uma fábrica uma máquina quebrou e a produção foi interrompida. Os funcionários terão que ser dispensados, o que vai gerar prejuízos. Em meio a confusão, um operador da produção decide olhar a máquina mais de perto para entender o que aconteceu e notou que uma borracha se rompeu entre as peças. Ele logo notifica seu superior e um colega que faz curso de mecânica. Os três avaliam a máquina, fazem uma substituição e, em menos de 15 minutos a produção é reestabelecida.

Este pode parecer um exemplo simples, mas imagine uma situação similar em qualquer setor de uma multinacional. Que proporções esse simples questionamento de ‘Por que’ tomaria?

Não é possível pensar em profissões do futuro que ainda nem existem sem pensar, simultaneamente, nas competências que os futuros profissionais precisam desenvolver e nas formas de promover essa evolução. Caso tenha interesse, você pode saber mais sobre essas competências no artigo “Quais são as principais competências contemporâneas e como desenvolvê-las?”.

E o futuro?

Nos próximos anos, a tendência é vermos o crescimento dessas e mesmo de outras profissões do futuro que até então eram inexistentes ou pouco conhecidas. A Quarta Revolução Industrial trará inúmeros benefícios para o dia a dia, permitindo inovações e avanços científicos sem precedentes.

No entanto, para que isso se torne uma realidade no Brasil, é importante incentivar as crianças com uma educação que permita a elas desenvolverem sua vocação, serem criativas e aprenderem sobre tecnologia com a mão na massa.

Você se identifica com essa visão de educação fundamentada no protagonismo e aprendizado prático, sem deixar de lado o rigor acadêmico? Então, entre em contato com a gente!


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