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Micro:bit

Uma poderosa ferramenta para engajar alunos, ensinar sobre tecnologia e desenvolver competências previstas na BNCC

O micro:bit foi criado com o audacioso propósito de revolucionar a educação, e está cumprindo muito bem esse objetivo.  Não podemos deixar de falar dessa ferramenta que, segundo pesquisas, eleva os índices de aprendizagem e engajamento, trazendo inovação significativa para a sala de aula. Em uma pesquisa realizada pela BBC britânica, 81% dos professores(as) entrevistados em países como Inglaterra, Irlanda, País de Gales e Escócia, disseram ter aprendido algo novo com micro:bit.


O micro:bit é usado como uma poderosa, mas ainda assim, intuitiva ferramenta para a promoção do letramento tecnológico e para o ensino de programação, sendo adequado para crianças e jovens ao redor de todo o mundo. Nessa pesquisa, na qual foram coletadas as declarações de 300 professores que utilizaram o equipamento em suas aulas, os dados não mentem: para muitos docentes, o Micro:bit, além de inovação, proporcionou mais confiança, dinamismo e aprendizado para si e seus/suas alunos(as).


Além desse dado, “85% dos professores(as) concordam que a Ciência da Computação foi mais agradável para os alunos(as); e 70% que estavam menos confiantes na programação sentiram-se mais confiantes depois de usar micro:bit”.

E não é só a percepção dos professores(as) que é positiva. Entre os alunos(as), a mesma pesquisa revelou que “95% acharam a ferramenta prática; 93% relataram que aprenderam algo novo; 88% a consideraram divertida e emocionante e 87% disseram que o micro:bit os ajudou a aprender mais sobre codificação”.

O Brasil ainda está dando os primeiros passos rumo a uma educação baseada em ciência e tecnologia com mais subsídios e ferramentas. Mas, apesar de não termos ainda uma pesquisa específica sobre o tema em relação a realidade brasileira, é importante considerar a experiência em outros países como uma inspiração. 

Além de promover o letramento tecnológico, o micro:bit fortalece o conceito de linguagem digital que, por consequência, contribui para a inserção das nossas crianças e jovens no mercado de trabalho e em uma vida em sociedade imersa em tecnologia.

Como aplicar o micro:bit na educação?

Como já ficou claro, o micro:bit traz inúmeros benefícios para a formação pessoal e profissional. Por instigar a curiosidade das crianças e fomentar seu interesse em tecnologia e nos conceitos de programação, a ferramenta pode ser facilmente integrada nas mais variadas disciplinas e aplicadas em diversas situações na sala de aula. 

O micro:bit pode ser usado como ferramenta pedagógica, na construção de projetos que trabalhem, não só as questões relacionadas à tecnologia, mas também habilidades socioemocionais como a comunicação, autonomia, resiliência, investigação e a resolução de problemas. Um bom exemplo de projeto que associa tecnologia, meio ambiente e resolução de problemas é a construção de um programa que regula a intensidade de luz nas praias para não deixar que as tartarugas confundam os holofotes com a luz do luar. Esse projeto foi, de fato, executado por uma criança de 11 anos. Interessante, não é? As crianças pensam sobre o problema, imaginam, testam e constroem as soluções dentro das inúmeras possibilidades da placa de programação. O próprio site da organização traz uma série de sugestões de projetos como esse, além de dicas de como o professor orientador pode conduzir o processo.  

E quais outras vantagens do micro:bit para as salas de aula?

Como uma ferramenta tecnológica, o micro:bit exige pouca ou nenhuma adaptação da escola para incorporá-la em suas salas de aula. Sua principal vantagem é que, além de útil, é simples e intuitivo para usuários iniciantes. Ainda assim, permite que usuários experientes construam projetos complexos com os recursos mais avançados de que dispõe.

O micro:bit é uma ótima opção para quem está começando no universo da tecnologia e que não deseja deixá-la de lado nas demais áreas de formação. Além disso, outra vantagem de seu uso é a possibilidade de introdução dos conceitos de linguagem digital. Tendo em vista que a linguagem digital já é uma das principais formas de comunicação, é essencial que ela comece a ser trabalhada desde cedo com nossas crianças. Isso pode ser feito por meio de pesquisas e projetos; da socialização em ambientes digitais ou mesmo pelo uso de aplicativos e ferramentas como o micro:bit.

As linguagens de programação são, basicamente, linguagens universais que os alunos aprendem ao utilizar o micro:bit. Eles devem entender a lógica envolvida na criação de códigos, além da sintaxe específica de cada “idioma”. Isso permite a comunicação entre cidadãos de culturas e línguas completamente diferentes, que ainda assim são capazes de interpretar e criar um programa seguindo certas regras e padrões.

Micro:bit e as diretrizes da Base Nacional Curricular

Quem é professor(a) sabe que a Base Nacional Curricular (BNCC) é o documento em que estão todas as diretrizes e normas regulamentadoras para as redes de ensino públicas ou privadas. Essa é uma referência obrigatória de toda instituição com foco na educação infantil, fundamental e no ensino médio em todo o Brasil. 


O próprio site do MEC explica que a base estabelece conhecimentos, competências e habilidades que se espera que todos os estudantes desenvolvam ao longo da escolaridade básica. “A Base soma-se aos propósitos que direcionam a educação brasileira para a formação humana integral e para a construção de uma sociedade justa, democrática e inclusiva”.

A normativa traz propostas pedagógicas para a educação básica, e o micro:bit pode ser incorporado nesse quesito. Afinal, a ferramenta tem esta dupla função: ensinar e, também, estabelecer as formas de socialização necessárias às crianças.

Além disso, é possível unir a intuitividade de criação do micro:bit a metodologias de ensino baseadas em projetos. Assim, os alunos podem ser estimulados a utilizar essa ferramenta para resolver problemas, responder questões ou realizar experimentos que envolvam conceitos das disciplinas tradicionais do currículo. 

O grande diferencial do micro:bit nesse contexto é sua simplicidade e intuitividade, que garante que a atividade não se torne uma aula específica de tecnologia. Ou seja, o aluno não foca na ferramenta em si, pelo contrário, utiliza-se da tecnologia para melhorar a forma que aprende sobre conceitos teóricos e práticos de Ciências, Matemática, Música, Geografia, entre outros…

O micro:bit pode, dessa forma, ser aplicado como um aliado no cumprimento das atividades sugeridas pela BNCC.

Projetos educacionais com micro:bit

Com os diversos editores para criação de códigos para o micro:bit (Makecode, Python Editor, Scratch entre outros) é possível substituir projetos que seriam concebidos de maneira “analógica” em projetos com base no letramento digital e tecnológico. Assim como citamos o exemplo da programação que regula a iluminação nas praias, outras inúmeras propostas são viáveis.

É possível, também, programar um termômetro ou um contador de saltos. Criar um decisor de atividades ou um alarme antirroubo. Desenvolver programações para dispositivos móveis ou controlar instrumentos musicais via programação, por exemplo. Outros projetos mais complexos, com propósitos sociais e ambientais, também, são possíveis. Uma menina inventou um alarme ativado quando a temperaturas passa de 60 graus, o que ajuda a alertar autoridades e a evitar incêndios. Casos muito legais como esses são compartilhados no site da própria micro:bit.

Inclusive, o esforço de associar as possibilidades às disciplinas pode ser feito em um processo democrático entre o professor(a) orientador(a) e os alunos(a). O professor(a) entra com as opções, e os alunos(a) decidem qual caminho tomar para o desenvolvimento da iniciativa sugerida.

Meninas e Micro:bit

Outro dado muito relevante é que, segundo seus criadores, 70% das meninas sentiram-se mais motivadas a estudar tecnologia após conhecerem a ferramenta.Em uma realidade em que é essencial incentivar a participação das meninas na ciência e tecnologia, o uso do micro:bit pode ser um atalho para romper as barreiras do preconceito e mudar a percepção e os hábitos em relação a presença feminina na programação.

Usando micro:bit em sala de aula

Quem já utilizou micro:bit entende que é possível aprender ou ensinar programação em blocos, modo mais intuitivo e visual, em Java Script ou Python, que já são linguagens tradicionais que se utilizam de textos. A programação por blocos pode ser feita na plataforma MakeCode (desenvolvida pela Microsoft, também disponível para o Java Script) ou no Scratch (criado pelo MIT Media Lab).


Na programação por blocos, é possível aprender a codificar apenas arrastando os comandos que deseja e, posteriormente, exportar o arquivo gerado para o micro:bit com o auxílio de um cabo USB ou Bluetooth. Desse modo, a placa (micro:bit) reproduz aquilo que foi programado pela criança.


A facilidade do uso do micro:bit também se dá pela não obrigatoriedade de instalação de algum programa no computador ou tablet.

Então, se você, professor(a), quer inserir sua turma no universo tecnológico, é possível estimular a criatividade da criança por meio da criação de códigos e circuitos com o micro:bit. Após ver o que ela mesma pensou e criou, de modo intuitivo, imediato e sobretudo visual, seu desejo de aprender tecnologia não será mais o mesmo.

Dica Fuzzy: incentive seus alunos! 

Jovens de todo o mundo aceitam o desafio “Faça seu Bit” e, com isso, pensam em estratégias que combinam criatividade e tecnologia na solução de problemas globais, como meio ambiente, sustentabilidade, dentre tantos outros. Toda esta transformação na aprendizagem consolida essa placa como uma ferramenta necessária e revolucionária. Vai deixar seus alunos de fora dessa?

Vamos colocar a mão “na massa”?

Gostou de saber mais sobre o micro:bit e como ele pode contribuir com a evolução da sua turma? A Fuzzy pode lhe ajudar a adquirir o equipamento. Acesse nossa loja online para adquirir o micro:bit. 

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