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Micro:bit – saiba como utilizar para o letramento tecnológico

Contamos tudo sobre suas características, benefícios e aplicação no processo de letramento tecnológico.

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Os alunos, cada vez mais cedo, têm tido nas escolas aulas de programação e robótica. Muitas instituições já oferecem em sua estrutura o chamado Espaço Maker para essas aulas, onde os alunos têm acesso a diversas ferramentas e materiais para criar projetos. Uma das ferramentas mais utilizadas é o micro:bit, você já o conhece?

O micro:bit é uma pequena plaquinha criada pela BBC (isso mesmo, aquele canal de televisão) para ensinar programação e educação computacional. Mas não pense que seu tamanho é proporcional a suas funcionalidades e benefícios.

Neste artigo você vai compreender os porquês desse dispositivo já ter sido utilizado por mais de 20 milhões de crianças em mais de 60 países.

Porque utilizar o micro:bit

O mundo já é digital! Muitas profissões do futuro ainda não foram descobertas, mas as crianças já vivem cercadas de tecnologia. Por isso é fundamental que no processo de  letramento tecnológico os educadores utilizem ferramentas pedagógicas, desenvolvidas para estimular o aprendizado dos alunos. Desse modo, é possível preparar as crianças para utilizar com autonomia os recursos tecnológicos que elas terão disponíveis em seu cotidiano.

Foi exatamente com esse foco que o Micro:bit foi criado, viabilizar o ensino de programação em sala de aula considerando os aspectos pedagógicos envolvidos nesse processo. Todas as suas funcionalidades foram idealizadas para inspirar a criatividade digital e facilitar o processo de aprendizado das crianças. Desse modo, possibilitou que qualquer pessoa que deseja aprender programação pode utilizar o dispositivo com facilidade.

Com uma placa de micro:bit é possível criar vários projetos envolvendo programação, eletrônica, Internet das Coisas e habilidades Maker. O ideal é que cada criança possa interagir com uma placa, assim ela consegue explorar seus recursos com mais independência.

Funcionalidades

Diferente de outras ferramentas, o micro:bit permite que a criança desenvolva projetos de qualquer lugar. Isso é possível porque ele já vem equipado com tudo que a criança precisa para criar projetos simples.

Isto porque, com recursos de nanotecnologia foi possível integrar sensores neste mini controlador como o acelerômetro, que pode detectar movimentos do micro:bit como sacudir, inclinar ou cair livremente. Ele possui também o magnetômetro, que permite utilizá-lo como bússola; o sensor de temperatura, que detecta a temperatura ambiente e a capacidade de captar a luminosidade do ambiente através de seus LEDs.

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Em termos técnicos, além desses sensores citados, ele conta com um processador ARM Cortex-M0, conexão Bluetooth e micro-USB, uma matriz de 25 LEDs como display e dois botões programáveis. O micro:bit pode ser alimentado por cabo USB ou baterias externas, como pilhas AAA.

Agora, se você deseja se aprofundar e criar projetos mais complexos, também é possível! Sua estrutura possibilita a integração de sensores, atuadores e motores que expandem as possibilidades funcionais e criativas.

Micro:bit X Arduino X Raspberry Pi

Além do micro:bit, existem outras ferramentas utilizadas pelos educadores, como o Arduino e o Raspberry Pi. Porém, diferente do micro:bit que foi desenvolvido para sala de aula, essas são ferramentas de prototipagem utilizadas na indústria e adaptadas para sala de aula. Essa diferença fica mais visível nos passos de construção de um projeto simples.

Para acender um Led do micro:bit, o aluno precisa apenas transferir os códigos de programação para a placa e acionar o Led, visto que ela já possui alguns componentes integrados. Já com as outras ferramentas, antes de transferir o código, o aluno precisa integrar manualmente os componentes, o que traz uma complexidade técnica.

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Devido a essa necessidade de incluir componentes (sensores, atuadores) para o desenvolvimento de projetos simples – como acender um LED, medir de luminosidade, entre outros – podem acontecer falhas inesperadas como componentes danificados ou má conexão entre os eletrônicos do circuito montado. Este pode ser um complicador no processo de aprendizagem, visto que o aluno precisa lidar com variáveis extras que influenciam no resultado do projeto.

Uma possibilidade é introduzir o micro:bit como uma ferramenta que antecede o Arduino e o Raspberry Pi no processo de letramento tecnológico. Como ele já possui componentes integrados à placa que facilitam as atividades, o professor pode preocupar somente com o conteúdo a ser ensinado.

Contudo, é preciso compreender que o uso do micro:bit não se limita à execução de projetos simples. Integrando outros componentes é possível ampliar suas funcionalidades e trabalhar conceitos mais avançados como automação e Internet das coisas, por exemplo.

Como criar projetos

Com o micro:bit você pode aprender ou ensinar programação em blocos e em JavaScript na plataforma MakeCode, um ambiente gratuito desenvolvido pela Microsoft. Ou seja, não é necessário instalar um programa no computador ou tablet que a criança vai utilizar. Para um ensino mais avançado, pode-se utilizar o editor de Python do micro:bit para trabalhar essa linguagem de programação com os alunos.

Para os iniciantes, recomenda-se a programação por blocos, por ser mais visual e intuitiva do que a programação tradicional com textos. O usuário pode simplesmente arrastar os blocos com os comandos que deseja e exportar esses dados para o micro:bit com o auxílio de um cabo USB. Desse modo, a placa passa a reproduzir os comandos programados. A facilidade para criar códigos e transmiti-los para a placa é excelente para estimular o engajamento da criança, pois torna a demonstração do que ela criou na plataforma imediata e visual.

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De modo geral, é importante que, antes de apresentar uma atividade para os alunos, a equipe pedagógica defina os objetivos a se alcançar com o projeto, definindo as temáticas e habilidades que serão trabalhadas. Existem diversas formas de fazer isso, veja alguns exemplos:

– O educador, junto à equipe pedagógica, tem a liberdade de desenvolver projetos interdisciplinares para o desenvolvimento de habilidades contemporâneas;

– Existem alguns tutoriais de atividades no site microbit.org/lessons vinculados ao currículo para trabalhar o pensamento computacional com os alunos;

– No site makecode.microbit.org também estão disponíveis tutoriais de projetos que mostram as diversas possibilidades de uso da ferramenta;

– Nas aulas remotas os alunos podem utilizar as plaquinhas com os recursos que ela dispõe ou com as plataformas para programação. Para gerenciar as atividades o educador pode utilizar a sala de aula virtual disponível no site classroom.microbit.org.

Hora de começar

As possibilidades são inúmeras! O micro:bit é, de fato, uma ferramenta pedagógica muito versátil, simples e prática. Essa adaptabilidade faz com que a ferramenta se torne uma excelente opção para atividades no ensino remoto. Ou seja, mesmo neste momento em que os alunos não estão em sala de aula, é possível trazer soluções inovadoras e enriquecer o currículo da escola.

Agora que você conhece o Micro:bit e os benefícios de seu uso com os alunos, está na hora de começar a criar seus projetos. Explore os projetos da comunidade e da organização (link), ou experimente simulando alguns códigos no MakeCode. Se você gostar, pode adquirir sua plaquinha em nossa loja sem sair de casa.

Se você quer utilizar essa ferramenta com seus alunos, basta entrar em contato com nossos consultores para aprofundar em aspectos pedagógicos ou fazer pedidos de maior quantidade. Eles atendem pelo WhatsApp e estão disponíveis para tirar suas dúvidas.