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Metodologia STEAM: você sabe o que é e como aplicar?

Veja nesse texto dicas de como aplicar essa metodologia com seus alunos seguindo as 5 etapas do STEAM

metodologia STEAM

Você pensa que hoje, com todos os recursos de tecnologia e informação que temos à disposição, exploramos todo o nosso potencial de ensino e aprendizado? Eis uma pergunta que sempre provoca debates. Especialistas procuram meios de otimizar a formação de cidadãos aptos a contribuir para o desenvolvimento do mercado, indústria e sociedade.

Uma coisa é certa: para atingir esse objetivo é necessário criar métodos pedagógicos inteligentemente adaptados aos dias atuais. Desse princípio, surgiu a metodologia STEAM, uma abordagem que integra cinco diferentes áreas e que busca estabelecer um processo de aprendizagem baseado na resolução prática de problemas.

Neste artigo, vamos nos aprofundar no conceito, explicar seu objetivo e indicar seus principais benefícios. Confira!

O que é a metodologia STEAM e qual o seu objetivo?

Já citamos que essa abordagem trabalha com a integração de cinco áreas da educação. São elas: ciência, tecnologia, engenharia, arte e matemática. Em inglês, as palavras equivalentes a cada um desses termos, respectivamente, são “science”, “technology”, “engineering”, “art” e “mathematics”. Agrupando a primeira letra de cada palavra, chegou-se ao acrônimo STEAM.

A metodologia tem como principal objetivo possibilitar o desenvolvimento de habilidades consideradas imprescindíveis no século XXI. Ela surgiu durante a década de 90, quando se percebeu que a complexidade da indústria clamava por mais profissionais qualificados. Sob essa visão, o aluno é encorajado a utilizar sua criatividade de forma colaborativa para resolver problemas de diversas naturezas.

Assim, o programa estimula questões como adaptabilidade, comunicação e pensamento crítico, além de abrir espaço para habilidades socioculturais. Posto como protagonista em todas as etapas do processo, o estudante aprimora estes atributos essenciais para um futuro bem-sucedido.

Por que Arte faz parte do método?

O nome STEAM não nasceu com todas essas letras. Por isso, é possível que você conheça o STEM, sem o “a”, e esteja se perguntando sobre a inclusão da área de artes. A disciplina foi adotada mais recentemente, em uma tentativa de evitar que acabasse isolada, o que não seria benéfico para os estudantes. Além disso, é consenso entre os educadores que a área de humanas é crucial para desenvolver o senso crítico conceitual e estético dos alunos.

Podemos dizer que o STEAM leva o STEM para o próximo nível, pois permite que os alunos conectem seu aprendizado com práticas artísticas, elementos e princípios de design. Para atingir esse objetivo, é importante que a escola aplique a disciplina Arte como o campo de conhecimento que é, e não como um mero acessório lúdico.

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5 etapas do STEAM

Por mais que valorize as individualidades dos alunos e a pluralidade de ideias, a metodologia conta com uma estrutura definida, representada por cinco etapas:

Investigar: A primeira etapa consiste em determinar uma pergunta essencial para a turma responder ou um problema para resolver. O foco precisa ser claro em como essa questão ou problema se relaciona com as áreas de conteúdo que serão trabalhadas;

– Descobrir: Nessa fase os alunos realizam uma pesquisa ativa de soluções possíveis para resolução do problema, indicando pontos favoráveis e desfavoráveis. O educador pode usar esse estágio para analisar as lacunas que seus alunos podem ter em uma habilidade ou processo;

Conectar: Nesse momento eles começam a desenvolver criativamente sua própria solução para o problema. Para isso, eles usam as habilidades, processos e conhecimentos que foram aprendidos no estágio anterior;

Criar: Aqui a solução se concretiza. É importante que o trabalho seja apresentado para que a turma compartilhe feedbacks e perspectivas diferentes sobre à solução do problema. Esta também é uma oportunidade importante para estimular a colaboração entre os alunos;

Refletir: Essa etapa fecha o loop. Os alunos têm a chance de refletir sobre o feedback que receberam e sobre seus próprios processos e habilidades. Com base nessa reflexão, eles podem revisar seu trabalho conforme necessário e produzir uma solução ainda melhor.

Um fator importante a se considerar no processo é a curva de aprendizado do estudante, ou seja, apresentar as atividades certas nos momentos certos. Eles desenvolvem novas habilidades e internalizam novos conceitos quando estão prontas para evoluir nas etapas, tornando o aprendizado divertido e natural.

Como a metodologia pode ser aplicada?

Uma escola que decida adotar a metodologia precisa mexer com sua estrutura. É preciso afastar-se da divisão de disciplinas e oferecer um currículo baseado em temas ou competências relacionadas. Para tal, a instituição precisa contar com um certo grau de maturidade. Afinal, não adianta contratar um profissional de STEAM e deixá-lo isolado de outras disciplinas.

Portanto, o colégio deve contar com uma estrutura voltada para essa estratégia. Isso começa pela disponibilidade de tecnologias adequadas. Por meio de ferramentas educacionais apropriadas, os educadores conseguem trabalhar os pontos fortes e fracos de seus estudantes, além de estimular seu engajamento em atividades cruciais para seu desenvolvimento.

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Além disso, algumas instituições delimitam um ambiente específico para que os alunos executem seus projetos de STEAM colocando a mão na massa, são os conhecidos “espaços maker”. Com uma experiência mais prática e desafiadora, os alunos não só aprimoram habilidades lógicas e interpretativas, mas também a criatividade e autoconfiança.

Além do fator tecnológico, outro ponto importante é o humano. É essencial que a escola conte com profissionais devidamente capacitados para aplicar o método, deixando que as crianças tomem o papel de protagonistas. Embora comum nos Estados Unidos, a prática ainda é novidade no Brasil, mas dá sinais de crescimento.

No atual cenário, é raro encontrar instituições públicas que adotem a educação STEAM. Ela é mais comumente aplicada como um diferencial do setor privado. No entanto, vale lembrar que esse trabalho de formação não se restringe às escolas. Ele também pode ser oferecido em casa como complemento aos temas abordados em uma sala de aula.

Capacitação é fundamental

Antes da implementação do STEAM, é preciso garantir que os professores recebam uma capacitação profissional de alta qualidade. Os educadores precisam entender como alinhar os projetos aos padrões curriculares, criar avaliações integradas, desenvolver planos de aulas interdisciplinares e estratégias específicas que possam ser demandadas de acordo com as necessidades individuais dos alunos.

Para a aplicação efetiva da metodologia, a ideia é que os professores assumam o papel de orientadores, incentivando a busca por respostas sem influenciar na conclusão do estudante. Uma sugestão para quando os alunos começarem a ter dificuldades, é promover uma discussão com toda a classe sobre os desafios que estão enfrentando e suas motivações para desenvolver os projetos.

Quais são as vantagens da metodologia STEAM?

A educação STEAM nas escolas oferece aos alunos a oportunidade de aprender de forma criativa, usando as habilidades do século 21, como resolução de problemas. Essas capacidades gerais são cruciais para o crescimento de uma força de trabalho pronta para o futuro que entende o potencial do “e se” ao resolver problemas que ocorrem na vida real.

A rotina dos pais, muitas vezes, não permite o tempo desejado para cuidar diretamente do amadurecimento da criança. Assim, é comum que busquem matricular seus filhos em escolas que ofereçam um programa de desenvolvimento completo. Nesse cenário, as características do STEAM são garantia de uma formação por meio dos métodos mais atualizados.

Uma preocupação constante em tutores é a interação cada vez mais precoce com tecnologias. De fato, é indesejável que crianças passem tempo demais consumindo conteúdo de televisão ou internet. Afinal, isso é verdade para qualquer tipo de exagero. Não é interessante que a criança faça apenas uma mesma coisa o tempo todo, seja essa atividade a leitura de livros, jogar videogames, tocar um instrumento ou assistir vídeos no celular. Isso limita a construção de um repertório criativo amplo e variado para esses jovens, o que os tornam menos versáteis social, cultural e profissionalmente.

Contudo, no que diz respeito à tecnologia, a abordagem proposta pela STEAM busca utilizar a tecnologia de forma direcionada e supervisionada, de modo a estimular a criatividade e as habilidades necessárias para o amadurecimento intelectual. Traduzindo, significa dizer que o consumo dessas tecnologias está alinhado aos objetivos pedagógicos propostos pelos profissionais da instituição.

Como se baseia na integração de cinco áreas, a metodologia respeita a totalidade do aprendizado do aluno. Assim, sua experiência escolar é equilibrada, possibilitando que suas capacidades sejam desenvolvidas sem discriminação de valor.


Viu como essa metodologia oferece uma visão diferente sobre a educação moderna?

Com o STEAM, podemos desafiar os preconceitos de que as áreas de aprendizagem são separadas, criando uma forma de pensar multifacetada e inclusiva.

Além disso, seus conceitos podem ser aplicados tanto na sala de aula quanto em atividades extracurriculares. O mais importante no processo é orientar o aluno para que ele se desenvolva de forma autônoma e independente. Quer saber mais sobre esse método? Entre em contato com a gente!