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Letramento Tecnológico, imprescindível para a formação do cidadão

POR HAVILAH LUCAS, CEO DA FUZZY MAKERS

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Letramento tecnológico, ensino computacional e robótica educacional são alguns dos termos utilizados para nomear o ensino de tecnologia nas escolas. Eles não significam a mesma coisa, mas muitas vezes são usados de forma indiscriminada. Entretanto, todos eles contribuem para preparar os alunos para uma realidade mais latente a cada dia: conviver e dominar as tecnologias que nos envolvem.

Neste post vou focar nos aspectos mais relevantes para compreensão do letramento tecnológico, e o que ele significa para os principais envolvidos. Boa leitura!

O que é o Letramento Tecnológico?

O termo letramento tecnológico, neste contexto, não deve ser considerado um sinônimo de letramento digital. Esse último se refere ao domínio da leitura e escrita em ambientes digitais, como criação e interpretação de textos em mídias virtuais.

Já o termo letramento tecnológico extrapola um pouco essa definição e se refere ao domínio dos conceitos, termos e técnicas que envolvem o uso de recursos tecnológicos. Simplificando, significa preparar as crianças para utilizarem e aproveitarem o potencial dessas tecnologias ao seu favor e ao da sociedade. Assim, não se tornam consumidores passivos desses recursos, pelo contrário, os usam ativamente e com propriedade para criar, resolver problemas, aprender e compartilhar.

O que isso significa para o aluno e sua família?

Muitos alunos já interagem com tecnologias em suas rotinas, principalmente os que fazem parte da geração alpha. Logo, formalizar essa interação construindo processos de aprendizagem e adicionar uma dose de rigor acadêmico vai garantir que essa interação produza resultados mais positivos em sua formação.

Por isso, tratar esse tema como um objeto de conhecimento dentro do currículo, e abordá-lo como tal, garante um aprendizado mais homogêneo para os alunos. Isso é essencial visto que, normalmente, nem todos têm acesso aos mesmos recursos ou o mesmo grau de facilidade com as ferramentas.

Essa homogeneidade torna-se ainda mais importante quando consideramos o fato de que o avanço tecnológico se dissemina por todas as áreas de nossa sociedade. Ou seja, aqueles alunos que não teriam acesso a esses recursos fora da escola, não conseguiriam se blindar dos impactos da tecnologia no seu dia a dia ou em sua carreira profissional. Se olharmos para a atualidade e um pouco para trás, podemos associar essa realidade a um cidadão que ainda não consegue utilizar os aplicativos de mobilidade urbana, ou a um profissional que não sabe digitar.

Ao criar processos pedagógicos para o tema, a capacidade desses alunos de solucionar os problemas que envolvem tecnologia, ou mesmo resolver problemas através da tecnologia, deixa de ser informal. Ao longo do tempo, isso reflete em uma dependência menor da tentativa e erro ou de simplesmente seguir instruções de terceiros. Eles constroem um repertório criativo e lógico a partir dessas experiências, e assim, atingem o domínio genuíno da tecnologia. Logo, deixam de ser consumidores passivos e se tornam agentes ativos desses recursos.

Não é apenas virtual!

A abordagem do letramento tecnológico pode acontecer de várias formas, mas é preciso entender que ensinar tecnologia não exige, no primeiro momento, a utilização de plataformas virtuais ou aplicativos. É perfeitamente possível iniciar o aprendizado com ferramentas pedagógicas físicas e materiais simples como papel, plástico, papelão e outros recicláveis. Focalizar a atenção das crianças em telas o tempo todo limita a colaboração e a troca de experiências. Reduzir esse tempo também contribui para mantê-los mais engajados através de atividades manuais.

Atualmente, já existem diversos recursos pedagógicos disponíveis para trazer a criatividade das crianças para o mundo físico. Essas ferramentas tornaram intuitivo tudo aquilo que se tinha de complexo durante a criação de circuitos eletrônicos e programação. Nunca foi tão fácil construir projetos maker, por exemplo, um triciclo de papelão que se move a partir da luz.

Para o educador maker, essas ferramentas possibilitam uma aproximação da teoria com a prática sem precedentes. O aluno pode idealizar sua criação e em poucas horas, ou até mesmo minutos, segurar sua obra nas próprias mãos. Se esse educador estiver capacitado para usar essas ferramentas e alinhá-las aos seus objetivos pedagógicos, ele será capaz de criar processos e trilhas de aprendizagem que tornam o aprendizado dos conteúdos tradicionais muito mais gratificante para o aluno.

Sou o professor, e agora?

Não vou dizer que é uma tarefa simples repensar e adaptar os processos escolares para abordar o Letramento Tecnológico, mas também está longe de ser impossível. E o professor tem o papel fundamental nessa história. Neste artigo, Maria Carolina, diretora de inovação do Grupo Fundamental, fez um ótimo trabalho ao destacar a relevância do criar, e sua extensão tecnológica, para o Educador Maker.

Portanto, considerando que o professor entenda a importância disso tudo, como lidar com a parte da tecnologia? Como lidar com uma geração que já cresce imersa nesse meio e pode ter mais facilidade que o próprio educador?

Muitas vezes, o problema está na crença equivocada dos professores de que eles não podem errar. Podem sim! E são nessas ocasiões que costumam surgir as melhores oportunidades de aprendizado para o próprio educador e para a turma.

Conheça os Fuzzy Bits

Depois de desconstruir essa crença, o professor precisa aceitar que a tecnologia em si não é difícil. Se fosse, ela não se disseminaria com essa velocidade. Sua beleza se baseia justamente em como ela facilita os processos, por exemplo, construir um robô de papelão que se move ou um criar um game do zero.

É claro que ele precisa se capacitar e entender a tecnologia dentro do contexto pedagógico, mesmo sem nunca ter passado por essa formação técnica, para que consiga transmitir o conhecimento e respeitar o rigor acadêmico. Por isso, o treinamento para os educadores não deve ser o mesmo de cursos de engenharia ou cursos online de programação.

Na Fuzzy, somos empáticos com essa realidade e tornamos essas formações mais lúdicas e intuitivas. Nossa missão é provar aos educadores que a tecnologia e ferramentas pedagógicas são totalmente palpáveis para eles. Elas foram criadas para ensinar crianças, portanto eles são mais do que capazes de dominar os conceitos relevantes para contribuir na formação dos alunos desde já.

Em nosso blog já temos diversos materiais introdutórios sobre novas tendências pedagógicas que facilitam e potencializam esses processos. Veja alguns posts que já fizemos sobre essas temáticas:

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Qual a importância do pensamento computacional na aprendizagem?

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Para as instituições de ensino

A autora do artigo “Formação tecnológica: um fenômeno em foco”, Maria Cristina L. P. Lopes, já destacava em 2005, no contexto de adoção do computador pelas instituições de ensino, que:

“pensando nessa formação tecnológica, torna-se extremamente relevante pensar uma escola que forme cidadãos capazes de lidar com ferramentas tecnológicas, escolhendo-as e utilizando-as de forma pertinente à realidade e, principalmente, aos objetivos educacionais”

A importância e contemporaneidade do letramento tecnológico já é clara para muitas escolas. Entretanto, vemos muitos casos de instituições de ensino acabam retirando ou postergando o ensino de tecnologia de seu portifólio por não conseguirem a evolução de resultados. Somente investir em ferramentas e espaços maker não é suficiente para se ter impacto de longo prazo. Além disso, é essencial:

– Capacitar seus professores de forma contínua e intensa sobre os temas tecnológicos:

Mas claro, sem se esquecer de que são educadores, e por isso, precisam de uma abordagem especial. Não adianta pagar um curso de Arduino na internet para todo seu corpo docente!

– Utilizar ferramentas alinhadas aos objetivos pedagógicos:

Investir em kits e produtos não resolverá o problema. Primeiramente, é necessário garantir que esses materiais estejam de acordo com um plano pedagógico, ou seja, sejam capazes de abordar os objetos de conhecimento desejados.

Versatilidade, ou potencial de criação, é outro aspecto que passa despercebido por muitos gestores. Comprar um kit que monta apenas uma coisa (ou iterações de uma mesma coisa) não será útil no longo prazo, pois, ou os alunos logo extinguem suas possibilidades, ou surge uma nova tendência e o obriga a investir em ainda mais ferramentas.

– Contar com um acompanhamento especializado para garantir suporte e que os objetivos estão sendo alcançados:

O Letramento Tecnológico é uma fronteira nova, muitas vezes desafiadora, para toda a comunidade escolar. Problemas, dificuldades e dúvidas surgirão. Nesses momentos é essencial contar com parceiros que dominam os aspectos técnicos, podem prover suporte para seus professores e garantir a manutenção dos recursos adquiridos.

Tudo isso pode ser novo para você e só contribuir para mais inquietação e dúvidas sobre os caminhos da educação. Espero que com esse texto tenha ficado mais clara a importância do letramento tecnológico para a formação de cidadãos responsáveis agentes de mudança para nossa sociedade. Seja você professor, gestor educacional ou pai de uma criança, não hesite em entrar em contato conosco para aprofundarmos no assunto.

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