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Descubra os benefícios da cultura maker na educação

cultura maker na educação

A cultura maker na educação está sendo implantada com o objetivo de aguçar a curiosidade e criatividade dos alunos na escola. Apesar de ser um termo pouco difundido, o conceito tem sido aderido no ambiente escolar para incentivar o trabalho em equipe das crianças, seu senso crítico e estimular os pequenos a colocarem a mão na massa para criarem seus próprios objetos.

Mas você sabe o que é a cultura maker? O que esse conceito tem para agregar na educação de crianças e jovens? Como implantá-la? Responderemos essas perguntas ao longo deste post. Ficou curioso? Então, acompanhe a leitura!

O que é a cultura maker?

A cultura ou movimento maker é um conceito que incentiva as pessoas a consertarem, construírem ou criarem seus próprios objetos. Esse conceito faz parte do DIY (Do It Yourself) ou “Faça Você Mesmo”, que incentiva as pessoas a criarem algo, seja tecnológico, seja para o uso no dia a dia, com os recursos que se tem em mãos.

Graças à evolução e popularização da tecnologia, esse movimento vem tendo um crescimento sustentável em todo o mundo. Acredita-se que tudo começou quando Dale Dougherty lançou a Make Magazine em 2005, que realiza anualmente a Maker Faire, que já aconteceu em dezenas de países, reunindo milhares de participantes.

Um bom exemplo de aplicação desse conceito é a criação do primeiro sistema operacional. Os fundadores da Microsoft, Bill Gates e Paul Allen, tinham o objetivo de criar um software para a IBM. Eles começaram na garagem, não tinham recursos, mas estavam cheios de ideias.

Então, usaram seus conhecimentos em tecnologia e sua criatividade e o resultado é o que vemos hoje: uma das maiores empresas do mundo.⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀

Como a cultura maker é capaz de transformar a educação infantil?

Hoje em dia, as crianças têm muito contato com a tecnologia. Por isso, dar uma aula atraente, que prenda a atenção dos alunos, é um desafio cada vez maior para os professores. Isso porque eles podem sentir dificuldade em ficar o tempo todo dentro de sala apenas copiando a matéria, ouvindo explicações e resolvendo exercícios.

Quando a cultura maker é colocada em prática dentro das escolas, as crianças são incentivadas a usarem sua criatividade para criar e consertar coisas. Mas não estamos falando apenas em tecnologia, mas coisas simples que elas usam no dia a dia.

Trata-se de toda uma abordagem DIY para aprender, na qual os próprios alunos constroem, criam e produzem conteúdo, tornando-se protagonistas do processo de ensino aprendizagem. Consiste em proporcionar diferentes contextos para o ensino, levando o estudante a ter experiências mais ativas e multidisciplinares, despertando sua curiosidade e interesse em transformar o meio ao seu redor.

Na escola, os professores podem incentivar os alunos a inventarem e criarem coisas, utilizando os conhecimentos aprendidos dentro de sala de aula, o que estimula o aprendizado das crianças e aguça sua criatividade.

A implantação dessa cultura dentro das escolas transforma o local em um ambiente colaborativo, no qual os alunos são incentivados ao trabalho em equipe. Além disso, há uma melhora no ambiente de aprendizagem, pois os professores interagem mais com as crianças.

Como a cultura maker ajuda a superar desafios no processo de aprendizagem?

Como já mencionamos, educar uma geração de nativos digitais se tornou um grande desafio. Submetidos constantemente ao excesso de estímulos fora da escola, acostumados a atividades tecnológicas e interativas, os alunos de hoje têm dificuldade de lidar com ócio, de manter a atenção durante uma aula expositiva, por exemplo. 

Assim, o movimento maker, especialmente associado à educação digital, pode ajudar a superar alguns desses desafios. Acompanhe!

Gerar motivação

Além da possibilidade de aliar tecnologia ao ensino, o que por si só já desperta o interesse dos alunos, quando você dá a eles mais autonomia no processo de ensino, eles se sentem mais valorizados e, consequentemente, motivados. 

Outro ponto relevante é o desafio. Ao apresentar situações problemas e fornecer as ferramentas para que eles próprios busquem as soluções, o aluno se sente desafiado a conseguir. Essa dinâmica pode ser muito estimulante, especialmente quando associada a técnicas de gamificação. 

Estimular o trabalho em equipe

Outra característica comum a essa geração digital são as dificuldades de socialização. Crianças que interagem cada vez mais no meio virtual e menos na praças, playgrounds e clubes. 

Trazer a cultura maker para a sala de aula é a oportunidade de propor que os alunos trabalhem juntos, fomentando o desenvolvimento de habilidades sociais importantes como colaboração, comunicação, empatia e liderança. 

Favorecer a concentração

Por fim, pouco acostumadas ao ócio e ao tédio, as crianças de hoje têm grande dificuldade de se concentrar quando estão exercendo um papel passivo, ou seja, quando precisam apenas escutar ou esperar. O que acontece em uma aula expositiva tradicional. 

Manter as mãos deles ocupadas faz com que eles consigam se conectar com o conteúdo apresentando, aumentando sua capacidade de foco e concentração

Quais os benefícios da cultura maker para a sociedade em geral?

Os benefícios da cultura maker não se restringem somente ao ambiente escolar. Na realidade, a adoção desse conceito dentro da sala de aula é uma forma de melhorar a qualidade do ensino-aprendizagem e ainda estimular as crianças a colocarem a “mão na massa” para produzir algo.

Esse tipo de ação contribui para a formação de pessoas com habilidades indispensáveis para o mercado de trabalho. Isso porque a cultura maker também desperta nas crianças o senso de liderança, proatividade e ainda cria condições para que elas consigam lidar com a tecnologia, que está cada vez mais avançada.

Com os incentivos corretos, as crianças, que estão começando a enxergar o mundo, são estimuladas a encontrarem soluções para problemas da sociedade como um todo. Sendo assim, elas têm a oportunidade de aprender a criar um produto ou uma ideia nova e que traga benefícios para a sociedade.

Como implantar a cultura maker dentro da escola?

Para implantar a cultura maker dentro da escola não é necessário utilizar recursos tecnológicos. Na realidade, o que tem que ser aplicado é o conceito de “aprender fazendo”. Até mesmo um experimento em laboratório, colocando em prática o que foi ensinado na sala de aula, já é um incentivo à criatividade.

Mais do que o conjunto de ferramentas empregadas, o que vale é o processo, a mentalidade. Nesse sentido, cabe a escola e ao professor oferecer o tempo e o espaço necessários para que o aluno construa o próprio aprendizado. Por isso, uma educação centrada no estudante vai além de deixá-lo colocar a mão na massa, envolve escutar suas opiniões e dar mais peso aos seus questionamentos, por vezes mais elucidativos que as próprias respostas.

Ensinar as crianças a criarem objetos simples a partir de materiais recicláveis como jornais velhos ou garrafas pet já é um bom começo. Criar uma horta comunitária na escola, em que os próprios estudantes são responsáveis tanto por plantar quanto por cuidar das verduras e hortaliças que serão consumidas na escola, sendo um incentivo para que eles aprendam fazendo algo aplicado.

Para não deixar de fora a tecnologia, os professores podem ensinar as crianças a criarem vídeos e editá-los no próprio celular, ou criarem jogos que trabalham a lógica computacional. Essas são atitudes simples, mas que aguçam a criatividade dos pequenos.

Outro aspecto importante da cultura maker é que o fazer não deve ser restrito aos alunos, a verdadeira mudança de mindset deve envolver professores e até a família no processo.

Da mesma maneira, a atividade hands on deve ser integrada ao currículo, a ideia é favorecer o aprendizado do conteúdo formal com o apoio de novas ferramentas e metodologias, e não competir com ele. Ou seja, há que se tomar cuidado para não propor “mão na massa” apenas para engajar os, tirando o foco do que precisa ser ensinado.

Qual o papel do professor perante essa nova tendência?

Até alguns anos, a criança precisava de tutores para aprender tanto matérias escolares quanto outros tipos de conteúdos. Atualmente, com o advento da internet, desde cedo os pequenos já conseguem aprender por meio da rede ou até mesmo em outros ambientes não escolares.

Por isso, aquele professor que detém todo o conhecimento e comandava a sala de aula está ultrapassado. Educadores que aderem à cultura maker devem incentivar as crianças a aprenderem fazendo, ou seja, não ficarem presos somente à teoria, pois é colocando a mão na massa que somos capazes de entender como algo foi criado.

Além disso, é papel do professor acompanhar os trabalhos das crianças e propor ideias e soluções que ajudem os pequenos a tornarem suas ideias uma realidade. Portanto, os educadores devem estimular os estudantes a serem exploradores de conhecimento.

Claro que essa é uma tarefa desafiadora, principalmente porque a educação brasileira segue um molde bastante tradicional, no qual o professor é responsável por ensinar as matérias e as crianças devem estudar para tirar boas notas nas provas e serem aprovadas para a próxima série.

No entanto, a cultura maker na educação visa distribuir um conhecimento que vai muito além de aprender um conteúdo para fazer uma boa prova. A tendência do movimento é um incentivo para que as crianças busquem conhecimentos úteis, tanto para suas vidas quanto para de pessoas ao seu redor. Afinal, esse é o papel da educação — criar cidadãos conscientes e capazes de fazer um mundo melhor para as futuras gerações.

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