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5 características fundamentais dos estudos de Friedrich Froebel

Isso é o você precisa saber sobre o criador do jardim de infância

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5 características fundamentais dos estudos de Friedrich Froebel

Isso é o você precisa saber sobre o criador do jardim de infância
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Friedrich Froebel é um dos estudiosos mais conhecidos no campo da educação. O pedagogo alemão ganhou destaque com seus estudos e teorias da educação inicial e desenvolvimento das crianças, que o conduziram na criação do jardim de infância no século XIX. Antes do seu trabalho, a educação para as crianças mais novas não era reconhecida como necessária para seu desenvolvimento. Você consegue imaginar esse cenário?

Essas barreiras já não existem hoje. Por isso, é importante que os educadores conheçam as origens das técnicas e ferramentas que utilizam. Destacamos nesse artigo 5 aspectos das pesquisas de Froebel que você precisa conhecer.

Crianças são indivíduos

Froebel defendia que as crianças são seres pensantes, com individualidades que precisam ser respeitadas, protegidas e cuidadas, nos âmbitos físicos e mentais. Isso porque, para ele, a infância não é um treinamento para a vida adulta, é uma fase da vida válida em si mesma.

As crianças enxergam o mundo a partir de uma perspectiva própria e respondem de modos diferentes ao mesmo estímulo. Isso pode ser explorado para identificar as melhores formas de ampliar seu conhecimento. Nessa etapa da vida, é importante que os adultos ao redor incentivem a autoexpressão dos pequenos e promovam seu avanço emocional.

Jardim de infância

Considerado como a maior invenção de Froebel, o jardim de infância revolucionou o cuidado e a educação das crianças em sua época. Em suas pesquisas, ele identificou que os pequenos já começam seu desenvolvimento cognitivo quando nascem, mas não tinham suas habilidades estimuladas. Isso era uma consequência do fato de que, até então, os pais não encaminhavam seus filhos menores para escola, eles não eram educados.

Froebel passou a dedicar seus esforços à criação de um espaço que fosse apropriado para o desenvolvimento dos pequenos. No começo, o jardim de infância não era parecido com os de hoje, afinal de contas, não existiam tantos recursos disponíveis no século XIX. Mas, ainda assim, muitos conceitos já eram empregados, como os trabalhos práticos e o uso de materiais apropriados para a faixa etária da criança. Além do ambiente mais lúdico para estimular a criatividade e as brincadeiras.

Aprender brincando

Froebel não foi o primeiro a identificar os benefícios das brincadeiras para o desenvolvimento de crianças, mas ele aprimorou os conceitos e centralizou os estudos em seus jardins de infância. Ele defendia que as brincadeiras promovem a interação com o mundo externo pois, através dessas atividades criativas, as crianças passam a explorar os recursos ao seu redor e ressignificá-los. Um objeto simples, como um copo ou uma almofada podem se transformar em seu imaginário numa montanha ou um cavalo.

Ao brincar, as crianças se movimentam, socializam, desenvolvem sua cognição e exploram livremente. O brincar fomenta a partilha, cooperação e competição. Os pequenos passam a compreender regras, limites ético-sociais e conceitos de empatia. Além disso, a autonomia também é estimulada através das brincadeiras e dos processos explorativos consequentes.

Presentes de Froebel

Froebel foi um expoente na criação de brinquedos pedagógicos. Ele projetou para seus alunos objetos de formas geométricas, geralmente em madeira, para incentivá-los a fazer conexões com as formas da natureza. Os chamados Presentes de Froebel tinham cores vibrantes e tamanho adequado para o manuseio das crianças menores. Com eles, os professores podiam desenvolver atividades lúdicas que facilitassem a assimilação dos conceitos teóricos.

Os presentes de Froebel continuaram sofrendo adaptações mesmo após sua morte, o que permite que os utilizemos ainda hoje nas salas de aula. Para conhecer mais sobre eles basta acessar o artigo Conhecendo Froebel e seu Jardim de Infância.

Educadores precisam observar

Parte das pesquisas de Froebel se deram por meio da observação da rotina das crianças, análise de seus comportamentos, e síntese dos resultados. Esse ato que parece simples, na verdade não era tido como habitual para os profissionais da época.

É importante que os profissionais observem com atenção como cada criança responde a um estímulo. Durante uma atividade com tintas, por exemplo, uma criança pode conseguir misturar as cores enquanto outra tem mais facilidade em pintar linhas retas.

Nas publicações de Froebel ele enfatiza as pessoas que se relacionam com a criança, independentemente de sua idade, tem papel central no desenvolvimento dos pequenos. Nesse contexto, é fundamental que o professor não rotule o aluno e compreenda que, no processo de ensino-aprendizagem, os aspectos socioemocionais são tão importantes quanto os cognitivos.

Ainda hoje é um desafio para os profissionais da educação infantil reconhecer e compreender as individualidades das crianças. Porém, através de atividades orientadas o educador pode identificá-las mais facilmente, assim como as brincadeiras que Froebel já estimulavam. Nessa fase, é importante que o professor contribua ativamente para o desenvolvimento das habilidades dos pequenos, pois isso certamente refletirá em suas competências futuras. Froebel nos permitiu compreender que, de fato, a educação começa no berço.

Nesse sentido, o professor, como orientador no processo, deve oferecer as crianças os objetos adequados para sua faixa etária. Hoje temos diversas opções disponíveis, constituídas com os mais diversos materiais e com inúmeras funcionalidades. Então, como escolher o brinquedo educativo ideal?

Considerando que nossas crianças já nasceram na era digital, podemos dizer que artefatos com recursos tecnológicos são uma opção em alta nos últimos anos, mas ainda assim, devem ser avaliados de acordo com os objetivos pedagógicos desejados e seu potencial de criação. Isso garante que os pequenos não usem o brinquedo uma ou duas vezes apenas, ou facilmente esgotem as possibilidades para expressarem sua criatividade.

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